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3/Setembro/2009
Site Casa.com.br

Curso de Decoração Casa Claudia - Aula 12: Iluminação: a luz adequada para cada ambiente e os novos equipamentos


por Baba Vacaro e Guinter Perschalk

Veja os vídeos com as aulas:
http://www.youtube.com/watch?v=upT37c_CoPo 
http://www.youtube.com/watch?v=tWpkvbXg6KU 
http://www.youtube.com/watch?v=1vMTXAm7iPg

Para tratar de um tema tão instigante e fundamental no bem-estar dos espaços CASA CLAUDIA reuniu dois profissionais experientes: a designer Baba Vacaro e o arquiteto Guinter Parschalk. Ambos conhecedores profundos da arte de iluminar, a dupla põe às claras o que é importante saber para se conquistar uma boa iluminação. Acompanhe a aula e acabe de vez com suas dúvidas.

A primeira providência a ser tomada quando se quer iluminar os espaços da casa é avaliar que tipo de atividade ocorrerá ali: trabalhos que exigem precisão - cozinhar, passar roupa, estudar, maquiar-se, barbear-se -, momentos de lazer - assistir TV, ler, escutar música - ou receber socialmente. Também deve ser levado em conta o tempo que se pretende permanecer nesse lugar. Em seguida, eleja o que há de bacana na decoração e na arquitetura que mereça ser valorizado com a iluminação. Com esses dados em mãos fica mais fácil partir para o projeto específico de cada ambiente. No entanto, vale lembrar que iluminar é quase uma equação - não muito simples - e que por isso contar com um especialista faz diferença. Hoje, é possível contratar bons lighting designers, profissionais que geralmente trabalham em parceria com os arquitetos. Muitas lojas de iluminação também oferecem consultores treinados para auxiliar no desenvolvimento do projeto. Além de demonstrarem as diferentes maneiras de se iluminar um espaço, eles ainda fornecem as melhores alternativas de acordo com a planta do ambiente ou indo pessoalmente ao imóvel.

 Salas de estar e jantar: estas são áreas que requerem flexibilidade na iluminação. Elas precisam ser confortáveis tanto nas horas intimistas, quanto nos momentos de confraternização entre amigos. O ideal é contar com uma luminosidade tênue e difusa. Comece pelos pontos centrais, responsáveis pela luz geral do ambiente, aquela que apresentará o espaço como um todo, além de ser útil na utilização do dia-a-dia e na limpeza. Sobre a mesa de jantar, um lustre é imprescindível. Em seguida vêm os spots de facho localizado, que desenharão e destacarão os recortes da arquitetura, bem como estantes, quadros, mesas de centro, entre outros itens. Finalmente, distribua os abajures e as luminárias de piso, incorporando-os na linguagem do projeto. Essa claridade mais baixa e em tom rosado ilumina o rosto das pessoas, conferindo uma aparência saudável aos presentes. A utilização de dimmer nas salas é bastante indicada, pois garante a quantidade de luz adequada para cada ocasião.

 Quarto: aqui também é preciso ter uma iluminação geral para atender as atividades básicas, como limpeza, se movimentar entre os móveis e ter acesso ao interior dos armários. Quando dimerizada, essa luz torna-se adequada também para ler ou assistir TV antes de dormir. Para esse conforto, pode-se contar ainda com um abajur na mesa de cabeceira. Em quartos de casal a situação se complica caso marido e mulher tenham hábitos diferentes. Se um gosta de ler à noite e o outro não suporta o menor ponto de claridade na cama, a saída é apostar em luminárias com braço flexível, que localizam a luz somente sobre o objeto de leitura.

 Banheiro: além da luz geral, este espaço requer atenção extra com a iluminação da área da pia, onde fica o espelho. Banheiros de casal precisam ai ter flexibilidade. Isto porque o homem necessita de uma luminosidade mais chapada e uniforme para barbear-se. Já a mulher requer excelente reprodução de cor devido à maquiagem e cuidados com o cabelo. Tecnicamente, a melhor maneira de iluminar a bancada é a chamada luz de camarim, que clareira todo o perímetro do rosto, evitando sombras. Feito com uma série de lâmpadas incandescentes bolinha, distribuídas por toda a volta do espelho, o recurso tem inconvenientes, pois esquenta e ofusca o usuário. Para acompanhar o conceito, eliminando seu lado desconfortável, uma solução é adaptar luzes atrás do espelho, algumas voltadas para cima, de maneira que possam rebater no teto, e outras dirigidas para baixo. Nas laterais, use arandelas, localizando-as de forma que não invadam o campo visual de quem está na pia. É importante salientar que essa solução só funciona em ambientes com revestimentos claros.

 Closet: esqueça o jeito mais tradicional de iluminar esse espaço, isto é, instalando vários spots no centro do teto, voltados para os lados. Isso não funciona, porque ao acessar as roupas, você fará sombra a elas. Existem meios mais correto para se ter uma luz homogênea e uniforme. Um deles é investir em luminárias com uso específico para o interior de armários, iluminando individualmente os nichos. Outra opção é instalar lâmpadas de forma continua ao longo do centro do teto, ou então, localizar no forro, próximo à marcenaria, equipamentos assimétricos, cujos focos fiquem direcionados para a parte interna dos módulos. Em todos esses casos, a lâmpada mais indicada é a fluorescente. Saiba que hoje já existem modelos com 98% de índice de reprodução de cor.

 Cozinha: geralmente esse ambiente é entregue com apenas um ponto de luz central, o que não é suficiente, uma vez que aqui a maior parte das atividades é periférica. Não adianta intensificar a potência da lâmpada, porque quando a luz parte do meio do espaço, quem circula pelo local acaba fazendo sombra nas laterais. O ideal é dividir a iluminação em até três pontos isolados, conforme a configuração arquitetônica. Sobre a pia é preciso ter uma luz que gere contraste para facilitar a limpeza dos alimentos, louças e panelas. Já na área do fogão, a maior parte das coifas vem com lâmpadas halógenas, que suportam calor e têm excelente reprodução de cor. Procure sempre usar dimmer, isso contribui para baixar o consumo.

 Área de serviço: uma iluminação geral, feita com lâmpada fluorescente, é o bastante para dar qualidade luminotécnica ao espaço. Para poupar energia, recomenda-se usar luminária que receba duas lâmpadas, as quais podem ter circuitos desmembrados e assim ser acionadas individualmente, conforme a necessidade. Dimerizar também ajuda a economizar na conta de luz.

 Escritório: avalie o tipo de atividade do local. Se o trabalho acontece basicamente no computador, pode-se ter uma iluminação mais baixa, pois o monitor emite luz. Já quem lida com papel precisa de um ambiente bem mais claro. O recomendado é ter uma iluminação geral no plano de trabalho, nunca no centro do teto, e uma luminária de mesa articulável. Evite lâmpadas que provoquem calor, como as incandescentes e as halógenas.

 Corredor: uma das maneiras para se conseguir luminosidade homogênea é distribuir uma luz geral ao longo do centro do teto. Outra forma é usar spots duplos voltados apenas para as paredes. Sancas ou rasgos lineares no forro, ambos empregando lâmpadas fluorescentes, também dão resultado. Vale lembrar que linhas luminosas longitudinais enfatizam o comprimento do corredor, enquanto luzes não contínuas encurtam visualmente o ambiente.

Baba Vacaro Suas obras são voltadas para a sustentabilidade e tecnologias adequadas com reaproveitamento de recursos naturais e preservação ambiental.

 

 

Guinter Parschalk Arquiteto de formação, ele especializou-se em luminotécnica. Em seu trabalho, a luz é entendida como componente indissociável da arquitetura.



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