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| Ronaldo Rezende -Presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura |
O Projeto de Internacionalização da Arquitetura Brasileira, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil, agência autônoma de fomento à exportação ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é, no momento, a menina dos olhos da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA). A ideia de se criar mecanismos para exportar nossos serviços brotou há três anos, mas só tomou forma no ano passado, quando firmamos parceria com a Apex, e a AsBEA passou a figurar como representante do País para projetos de exportação no segmento de arquitetura. Para tocar esse projeto, começamos pelo básico em qualquer iniciava, ou seja, planejamento. Criamos um corpo técnico e passamos a planejar meticulosamente as ações que nos levarão à internacionalização de serviços.
Um trabalho de pesquisa orientado pela Apex mostrou que muitos dos escritórios que se inscreveram no projeto não tinham experiência no processo de exportação. Reestruturamos então o projeto e identificamos oito mercados-alvo que passamos a trabalhar - Angola, Moçambique, Colômbia, Peru, Panamá, Índia, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Recentemente, em missão de prospecção de negócios, estivemos no Panamá e na Colômbia. Voltamos revigorados e convencidos de que estamos no caminho certo. Na Colômbia, onde visitamos Bogotá e Medellín, vimos características que podem nos aproximar.
Os arquitetos brasileiros têm uma forte expertise em moradias sociais e materiais alternativos de construção. Por sua vez, os arquitetos colombianos têm notável experiência no desenvolvimento de projetos urbanos com foco em inserção social, o que pode gerar um intercâmbio muito proveitoso para ambos os lados.
A principal finalidade do projeto é exportar serviços de arquitetura, mas a proposta vai muito além. O projeto buscará, antes de tudo, capacitar os escritórios a interagir com os mercados externos e, ao mesmo tempo, criar uma imagem integrada da arquitetura brasileira lá fora. Ainda não temos uma marca setorial no exterior. Urge desenvolvê-la.
O projeto tem uma visão de futuro para o setor daqui a cinco anos, que pode ser resumida nesta sentença: escritórios brasileiros de arquitetura, inseridos no mercado mundial, com diferenciais claros e competitivos. A partir dessa visão de futuro, foram alinhados os objetivos: construir uma imagem do setor, capacitar para competir, inserir no mercado mundial os escritórios de arquitetura, e, principalmente, formar alianças estratégicas. Para capacitar e preparar os escritórios brasileiros com vistas à interação com outros mercados no mundo são necessárias ações estruturantes, entre as quais está o branding. Um amplo trabalho nessa área vem sendo conduzido por uma empresa especializada.
Com uma imagem setorial bem construída, a arquitetura brasileira terá forças para competir no mercado externo e também atrair investimentos, num tempo em que o Brasil é a bola da vez no cenário mundial. O Projeto de Internacionalização da Arquitetura Brasileira está aí com essa missão. Se você atua na área e ainda não aderiu ao projeto, junte-se a nós.