A AsBEA - Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura foi fundada em 1973 e tem como uma de suas missões contribuir para a contínua evolução no campo da arquitetura, para a valorização da sua importância no desenvolvimento urbano e melhoria qualitativa da construção civil do País. Tem hoje, aproximadamente, 350 escritórios e empresas de arquitetura, com perfis diversos.
Reeleito presidente da entidade com 71,5% dos votos, o arquiteto gaúcho Ronaldo Rezende e a nova diretoria tomaram posse dia 28 de julho, em cerimônia realizada no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Sobre os desafios desta gestão que começa, ele fala aqui, na seção Espaço do Arquiteto deste mês - principalmente sobre os projetos que visam internacionalizar a arquitetura brasileira.
Quantos associados tem hoje a AsBEA?
Temos hoje, aproximadamente, 350 escritórios e empresas de arquitetura. O perfil das empresas associadas é diverso. Temos escritórios associados cuja atuação é focada em somente um segmento da arquitetura, assim como possuímos associadas multi-disciplinares em sua atuação.
Quantas e quais são as regionais?
Hoje temos quatro regionais: AsBEA-RS, AsBEA-SC, AsBEA-PR e AsBEA-RJ. Pretendemos até o final desta gestão - que se iniciou em maio de 2009 e vai até o ano de 2012 - ampliar nosso quadro de regionais. O senhor esteve à frente da entidade de 2006 a 2009.
Quais foram as conquistas neste período?
Considero como uma grande conquista a identidade nacional conferida à AsBEa; hoje podemos dizer que ela é uma Entidade Nacional. A criação de eventos com conteúdo para nossos associados também foi uma grande conquista; realizamos dois fóruns: um sobre fachadas e outro sobre sistemas construtivos. Em ambos obtivemos um público de aproximadamente 500 participantes. Já no final da última gestão firmamos o convênio com a APEX - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - para a internacionalização da arquitetura brasileira.
Quais são seus principais desafios, agora, neste segundo mandato na presidência da entidade?
Levar à frente o projeto de internacionalização da arquitetura brasileira e elevar a entidade a patamares mais altos. Vamos procurar impulsionar uma qualificação ainda maior para as empresas associadas.
De que forma pretendem tornar estes objetivos possíveis?
Daremos continuidade ao que vínhamos fazendo também com os grupos de trabalho que discutem questões importantes ligadas à arquitetura. Já com o projeto de internacionalização da arquitetura, ao procurar aumentar a qualificação das empresas, também aumentamos o grau de competência e aperfeiçoamento para competir no próprio território interno.
Nova diretoria AsBEA Triênio 2009-2012
PRESIDENTE: Ronaldo Rezende / RONALDO REZENDE ARQUITETURA E PLANEJAMENTO LTDA.
VICE-PRESIDENTES:
José Eduardo Tibiriçá - Institucionais TIBIRIÇÁ ARQUITETOS LTDA.
Edo Rocha - Comercial EDO ROCHA ARQUITETURA E PLANEJAMENTO Fernando Pinheiro - Administrativo LIMA PINHEIRO ARQUITETOS ASSOCIADOS
Marcio Mazza - São Paulo MARCIO MAZZA PROJETOS INSÓLIDOS
VICE-PRESIDENTES SUPLENTES: Dalton Vidotti - Regionais DALTON VIDOTTI ARQUITETURA
Fernando Brandão - Comunicação e Marketing FERNANDO BRANDÃO ARQUITETURA + DESIGN
Fale mais sobre este projeto com a APEX.
Ele pretende levar os trabalhos dos arquitetos participantes do projeto a várias partes do Mundo. Com ele, esses profissionais terão acesso a informações sobre concursos e concorrências de projetos internacionais e poderão participar de workshops, eventos, simpósios de qualificação, feiras. Também será a oportunidade de mostrar toda a qualidade dos trabalhos brasileiros em grandes projetos internacionais e também proporcionar uma maior qualificação para o mercado interno.
E quanto à parceria com a UNICEF?
O projeto "Plataformas dos Centros Urbanos" pretende garantir que as comunidades populares tenham todos os direitos realizados e possam reduzir a desigualdade de quem mora em comunidades mais carentes. Ele já está sendo implantado em São Paulo, Itaquaquecetuba e Rio de Janeiro.
A AsBEA tem realizado algum trabalho/pesquisa de categorização ou qualificação de fornecedores e de produtos e serviços para este setor? Fale sobre isso.
Hoje temos um vice-presidente na área comercial, o arquiteto Edo Rocha. Ele, conjuntamente com a diretoria, tem um projeto que está em plena fase de desenvolvimento para esta questão. Seria como um "Selo AsBEA" , que tem como objetivo valorizar as empresas associadas. Os critérios serão discutidos. Porém, entendemos que a qualificação de fornecedores não é um papel da entidade. Existem órgãos competentes para tal função. Por outro lado, devemos valorizar os fornecedores que estão com a entidade e seus associados; a maneira como faremos isto ainda está sendo estudada.