A participação de escritórios estrangeiros na concorrência para escolher quem fará o plano urbanístico da Nova Luz já começou a causar reação de arquitetos brasileiros.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, disse que a licitação exigirá experiência em projetos deste porte. Como, na avaliação da prefeitura, há poucos profissionais no país com esse tipo de experiência, a concorrência permitirá a participação de estrangeiros, o que já causou reação de arquitetos brasileiros.
"Os projetos estrangeiros, quando vêm para o Brasil, têm milhares de problemas. E eles cobram dez vezes mais que do que cobra um escritório brasileiro", disse Edo Rocha, vice-presidente da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura).
Ele afirmou que profissionais brasileiros não conse guem atuar, por exemplo, na Inglaterra ou nos EUA porque os governos não permitem.
"Tem arquiteto nosso que fez uma cidade em Dubai. Temos feito muitos projetos na África. Conseguimos trabalhar na Argentina porque temos competência. Mas para fazer nos EUA é um tango. O governo não contrata. Aí vem o governo no Brasil e abre as portas para eles."
Fonte: Folha de S. Paulo