O presidente da AsBEA, Ronado Rezende, participou de solenidade, nesta quarta-feira, 31/3, onde a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) assinou Termo de Cooperação Técnica com as entidades representativas da construção civil, arquitetura e habitação, para desenvolver ações no sentido de padronizar leis sobre acessibilidade na Grande São Paulo. O objetivo é unificar os pressupostos técnicos utilizados na redação de leis relacionadas ao tema nos municípios da Grande São Paulo e criar ainda no segundo semestre deste ano um Fórum Metropolitano de Acessibilidade.
Para o secretário Marcos Belizário, titular da SMPED, trata-se de um passo importante para poder público e profissionais da Arquitetura e da Engenharia ajudarem a transformar São Paulo numa cidade mais acessível. "O passo inicial é essa parceria. O segundo passo é fazer com essa ação ultrapasse os limites de nossa cidade, com a realização do fórum."
Em nome da AsBEA, Ronaldo Rezende destacou a importância crescente que arquitetos e paisagistas têm no desenvolvimento urbano da capital e chamou a atenção para a necessidade de se organizar um movimento nacional de conscientização sobre acessibilidade.
"Só aqui em São Paulo nós, arquitetos e paisagistas, produzimos quase 60% dos projetos aprovados pela Prefeitura, o que dá a dimensão da nossa responsabilidade. Mas eu saúdo a iniciativa, não só como arquiteto, mas também por sentir na pele o problema, pois minha mãe é cadeirante e não pode participar do baile de debutante da neta pela falta de acessibilidade do local do evento. No Brasil, infelizmente, ainda há uma resistência muito grande a esse respeito", disse Rezende, destacando a importância de ações que possam conscientizar as pessoas sobre o tema.
A arquiteta Silvana Cambiaghi, cadeirante e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade, vê nessa cooperação uma conjunção de fatores que vai melhorar a qualidade do espaço construído. A troca de informações, o intercâmbio de projetos e a comparação das legislações existentes só podem trazer mais qualidade ao espaço construído. Engenheiros, arquitetos, a Prefeitura e também a comissão que represento, podem, juntos, realizar ações que levem os profissionais a fazer valer cada vez mais o atributo acessibilidade, da mesma forma que já começa a acontecer com a sustentabilidade
Além da AsBEA, assinaram o termo de cooperação as seguintes entidades: SECOVI-SP (Sindicato da Habitação), SINDUSCON-SP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado de São Paulo), IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas) e Instituto de Engenharia.
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Ronaldo Rezende assina o termo de cooperação pela AsBEA |
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Presidente da AsBEA com o secretário municipal Marcos Belizário |