Publicidade
 
     
Buscar OK
 
AsBEA - Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura.
Tamanho do texto
Notícias

1/Dezembro/2008

Cidades têm de se adaptar a "novo clima", afirma urbanista


Para pesquisador da PUC-PR, parâmetros urbanos devem se tornar rígidos para reduzir o impacto de acidentes naturais


O planejamento das cidades precisa se adaptar à intensificação das mudanças climáticas. De acordo com urbanista Clóvis Ultramari, pesquisador da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), há sinais de que os atuais parâmetros urbanos têm de se tornar mais rígidos, de modo a reduzir o impacto de acidentes naturais como as tempestades que vêm assolando Santa Catarina.

"Acreditamos que essas mudanças climáticas estão acontecendo e são mais fatais", afirma. "Há cientistas tentando comprovar isso, outros têm dúvidas; mas é preciso tentar controlar todas as variáveis", diz, acrescentando que há estudos urbanísticos que consideram as recentes alterações de clima.

Para Ultramari, o histórico de enchentes na região e a facilidade que algumas áreas, como Blumenau, têm para deslizamentos deveria levar a uma política de prevenção do problema. Nestes termos, as enchentes no Sul podem ser comparadas à seca do Nordeste: apesar de ocorrerem todos os anos, ainda não há prevenção.

O especialista defende que a legislação urbana seja adaptada para uma nova realidade. "A gente não tem respeitado nem esse mínimo [previsto]. E agora, com esse agravante climático, talvez a gente tenha de ser mais exigente ainda. Não sei dizer o que vai resultar disso, se não conseguimos dar conta daquilo que é o mínimo hoje."

Declividade
Segundo ele, a legislação deveria ampliar a restrição sobre construções em declive -hoje é permitido construir em terrenos em que a diferença entre frente e fundo não supere 30%. Mas nem isso, diz, é cumprido.

Projetos arquitetônicos devem se preocupar com a impermeabilização do solo; o ideal é que a área construída ocupe, no máximo, 50% do total do terreno, para um escoamento satisfatório da água. O adensamento populacional, que pode aumentar o desgaste geológico, também deve ser levado em conta.

Ultramari afirma, no entanto, que a pressão imobiliária pode fazer com que aumentem os riscos de ocupação.

Segundo o especialista, uma das únicas medidas de curto prazo é investir na reconstituição da cobertura vegetal, para impedir novos deslizamentos.

Projetos arquitetônicos mais bem adaptados para as chuvas e obras de saneamento também podem contribuir. "Essas soluções têm de ser tomadas antes. O trabalho que vemos hoje está sendo feito pela Defesa Civil. O planejamento urbano é algo anterior a isso", afirma.

Fonte: Folha de S. Paulo 



  Imprimir Envie para um amigo
 

ASSOCIADOS
Login (e-mail) Senha  
Esqueci a senha  



PATROCÍNIO
Caso você não visualize a animação corretamente, clique aqui para fazer o download do FlashpPlugin.



CADASTRE-SE
Mantenha-se informado sobre o mercado de arquitetura
Nome E-mail
 
Cadastrar



VEJA TAMBÉM
AsBEA - 12/12/08
Seminário apresentará Norma de Desempenho

Tema central será o impacto dos novos conceitos da norma sobre o mercado; evento acontece em 16 de dezembro na sede do Secovi-SP
AsBEA - 11/12/08
Dia do Arquiteto

Leia a mensagem da AsBEA em homenagem aos arquitetos de todo o Brasil



PALAVRAS-CHAVE
22º Prêmio Design MCB ABAP Álvaro Siza Amazônia Arquitetura Paisagística Certificação Encontro Regional AsBEA-SC Green Building Happy hour Paisagismo Prêmio Seminário Sustentabilidade Urban Age Workshop Curitiba Copa 2014




AGENDA
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

 


Institucional Mkt Relacionamento Associe-se Associados
Prêmio AsBEA Informativo Notícias Eventos
Clipping Manuais Galeria Fale Conosco
Anuncie Indique    

ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS