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Notícias

21/Maio/2009

Com tributação na poupança, crédito imobiliário sofrerá duramente, diz Secovi


Parte significativa do montante destinado ao crédito imobiliário tem como fonte as cadernetas de poupança


A possível tributação das cadernetas de poupança a partir de 2010 preocupa o Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Isso porque parte significativa do montante destinado ao crédito imobiliário tem como fonte as cadernetas de poupança.

"O setor imobiliário trabalha com 65% de recursos direcionados da poupança. Se os brasileiros tirarem o dinheiro dessa modalidade, o valor destinado ao financiamento dos imóveis vai diminuir", explica o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci.

O economista explicou ainda que, embora o governo tenha sugerido a tributação para as poupanças com valor investido acima de R$ 50 mil, afirmando que apenas 1% das aplicações financeiras dessa modalidade se encaixam neste perfil, o impacto será grande. "O que não foi dito é que esse 1% com poupança acima de R$ 50 mil responde por 40% de todo o montante investido nes sa modalidade, ou seja, se houver a retirada desse dinheiro por causa da tributação isso pode, sim, nos afetar".

Crédito imobiliário
De acordo com levantamento do Secovi, o crédito imobiliário com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) foi o responsável pelo financiamento de 300 mil unidades em São Paulo, ou seja, R$ 30 bilhões foram emprestados da poupança para esta finalidade.

Para 2009, a estimativa do Sindicato é que o crédito imobiliário SBPE financie 267 mil unidades, com R$ 28 bilhões. Até março deste ano, 56 mil compradores já haviam utilizado este recurso.

Governo
Ainda segundo Petrucci, o que deixa o Secovi um pouco mais tranquilo é o fato do governo Lula conhecer a importância da construção civil e do setor imobiliário para a economia brasileira.

"Se a tributação for mesmo aprovada pelo Congresso, tenho certeza que o Lula e a equipe dele vão buscar soluções para não acabar com o crédito imobiliário a partir de 2011, 2012. Essa é nossa expectativa", finalizou o economista.

Fonte: Infomoney (SP)



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